Noticia

Família toma decisão sobre funeral de Francisco Pinto Balsemão

O velório do antigo primeiro-ministro e fundador da SIC e do Expresso realiza-se esta quarta-feira, 22 de outubro, em Lisboa.

A família de Francisco Pinto Balsemão, confirmou os detalhes sobre as cerimónias fúnebres do fundador do grupo Impresa, da SIC e do semanário Expresso. O velório está marcado para esta quarta-feira, dia 22 de outubro, a partir das 18h30, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. A informação foi divulgada através de uma nota oficial emitida pela Impresa, grupo fundado pelo próprio Balsemão.

De acordo com o comunicado, a missa de corpo presente será celebrada na quinta-feira, dia 23, às 13h00, também no Mosteiro dos Jerónimos. A cerimónia será presidida pelo cardeal-patriarca emérito de Lisboa, D. Manuel Clemente, numa despedida que se prevê solene e carregada de emoção. O velório e a missa estarão abertos ao público, permitindo que amigos, colegas e admiradores prestem a última homenagem a uma das figuras mais marcantes da história recente de Portugal.

O funeral, no entanto, será um momento privado, reservado apenas à família mais próxima. Esta decisão, tomada em consenso familiar, reflete o desejo de garantir um ambiente íntimo e respeitoso na derradeira despedida de Francisco Pinto Balsemão,, que morreu na passada terça-feira, aos 88 anos.

Figura incontornável do jornalismo, da política e da comunicação social, Balsemão deixa um legado inigualável. Foi o fundador do semanário Expresso, em 1973, ainda durante o regime ditatorial, e da SIC, em 1992, a primeira televisão privada portuguesa. À frente do grupo Impresa, consolidou uma das maiores estruturas mediáticas do país, contribuindo de forma decisiva para a liberdade de imprensa e o desenvolvimento dos média em Portugal.

No plano político, Francisco Pinto Balsemão, foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático (PPD), atual Partido Social Democrata (PSD), ao lado de Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, logo após o 25 de Abril de 1974. Assumiu a chefia do Governo entre 1981 e 1983, sucedendo à morte trágica de Sá Carneiro, e, até à sua morte, integrava o Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República.

O país prepara-se agora para se despedir de um homem cuja vida se confundiu com a história da democracia portuguesa, da liberdade de imprensa e da construção de um Portugal moderno.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo