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Caso surpreendente de Maycon

O desaparecimento de Maycon Douglas, jovem luso-brasileiro visto pela última vez às 05h00 do dia 31 de dezembro, na Nazaré, conheceu um novo volte-face. As mais recentes informações apontam agora para a forte possibilidade de não se tratar apenas de um desaparecimento, estando em cima da mesa um eventual cenário de crime.

A revelação foi feita esta segunda-feira no programa Dois às 10, da TVI, após a deslocação da equipa de reportagem ao local. De acordo com o jornalista Bruno Caetano, as buscas encontram-se suspensas, não só devido às condições do mar, mas também porque a investigação entrou numa nova fase. “Começa a aumentar a dúvida se não há aqui, de facto, um crime de homicídio”, afirmou em direto.

Um dos pontos que mais levanta suspeitas prende-se com o acesso ao farol da Nazaré, local onde o carro associado ao desaparecimento terá sido encontrado. Para chegar àquele local é necessária autorização da Câmara Municipal, sendo que o acesso por terra batida só estaria disponível por estar a decorrer um evento. As autoridades tentam agora perceber como o veículo ali chegou e, sobretudo, quem o terá lançado da arriba. “Resta saber se foi mesmo Maycon que levou o carro até ali”, sublinhou o repórter.

A investigação está ainda a ser dificultada por alegados falsos testemunhos. Segundo a reportagem, surgiram pessoas a afirmar manter contacto frequente com Maycon, incluindo uma suposta namorada que, afinal, não teria qualquer relação com o jovem. Outros indivíduos terão surgido junto da família dizendo-se amigos próximos, levantando hipóteses e versões que, segundo fontes próximas do processo, apenas contribuem para baralhar o trabalho das autoridades.

No final da intervenção, Bruno Caetano foi perentório: “É muito forte a possibilidade de haver mão criminosa no desaparecimento de Maycon”. A investigação prossegue, com todos os cenários em aberto

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