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As confissões mais pessoais de Cláudio Ramos

A três anos de chegar à idade que estabeleceu para se reformar da televisão, Cláudio Ramos admite que lida mal com o passar do tempo

Cláudio Ramos já habituou quem o segue à sua frontalidade. Deixa pouco por dizer e no programa que conduz com Cristina Ferreira, o ‘Dois às 10’, revolta-se quando o tema mexe com o seu âmago, não tendo pruridos em revelar, para isso, as suas opiniões mais pessoais. Foi, por isso, sem estranheza que no podcast ‘Bate-pé’, de Mafalda Castro e Rui Simões, a estrela da TVI tenha aberto o seu coração para falar, sem filtros, de uma série de temas que uma conversa de uma hora propicia ao desenvolvimento.

Do início da carreira à batalha para ser levado a sério e passar do papel de comentador para apresentador, Cláudio Ramos admite que os desafios foram inúmeros e, consciente do que teve de trilhar para lá chegar, explica que houve um momento-chave em que teve de colocar os pontos nos is para que, de alguma forma, não desse passos atrás na carreira. Aconteceu quando Cristina Ferreira voltou ao programa da manhã, para substituir Maria Botelho Moniz. Consciente de que na SIC o seu papel era quase acessório quando comparado com o da colega, Cláudio Ramos acabou por ter uma conversa com Cristina em que deixou bem claro que a hierarquia se tinha alterado.

Tive medo de que voltasse a ser o vizinho da Cristina e tivemos uma conversa. Quando eu fui vizinho da Cristina, tive muita noção de que eu era um figurante especial, que se tornou especial porque a química correu muito bem. Quando me disseram que ia fazer o programa com ela, eu pensei ‘fixe’ porque eu dou-me muito bem com ela, mas aquilo não podia voltar, porque se aquilo voltasse eu estava a dar um passo atrás”, começou por explicar, acrescentando que, depois da conversa com Cristina, todos os receios foram ultrapassados. “Aquilo teve de ser emocionalmente gerido, porque eu estava muito bem com a Maria… E a minha preocupação era, eu não posso dar passos atrás. Então, eu e a Cristina falámos e dissemos: aqui, somos colegas de trabalho, em paridade, a fazer a mesma coisa. Depois da uma e antes das dez da manha, és minha diretora. E é assim que acontece. Não houve um beliscar. Não houve um programa em que eu senti que a Cristina não me tivesse respeitado enquanto profissional ou a autoridade enquanto diretora se sobrepusesse. É de igual para igual. Respeitamos os silêncios e os espaços de cada um.”

Com a dinâmica já perfeitamente estabelecida, Cláudio admite que a dupla não podia correr melhor com o trabalho a fluir, não imune a polémicas, como o facto de o apresentador nunca ter estado em estúdio das três vezes em que André Ventura esteve nos ‘Dois às 10’. ” Já viu que calha sempre no dia em que eu cá venho, ele nunca está”, ironizou o político perante Cristina Ferreira, depois de esta lhe ter dito que o colega só não estava presente por ser o dia do seu aniversário

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As confissões mais pessoais de Cláudio Ramos: do aviso a Cristina Ferreira aos esclarecimentos sobre André Ventura… e o amor
A três anos de chegar à idade que estabeleceu para se reformar da televisão, Cláudio Ramos admite que lida mal com o passar do tempo, que tem saudades do anonimato e que lhe disseram que nunca ia chegar onde está hoje. Em conversa no podcast ‘Bate Pé’, o apresentador falou da relação de paridade com Cristina Ferreira, respondeu a André Ventura e ainda explicou como vive intensamente o amor.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
02 de dezembro de 2025 às 19:48

Cláudio Ramos fala sobre Cristina Ferreira, André Ventura e o amor
Cláudio Ramos fala sobre Cristina Ferreira, André Ventura e o amor
Aos 52 anos e há mais de 25 na televisão, Cláudio Ramos já habituou quem o segue à sua frontalidade. Deixa pouco por dizer e no programa que conduz com Cristina Ferreira, o ‘Dois às 10’, revolta-se quando o tema mexe com o seu âmago, não tendo pruridos em revelar, para isso, as suas opiniões mais pessoais. Foi, por isso, sem estranheza que no podcast ‘Bate-pé’, de Mafalda Castro e Rui Simões, a estrela da TVI tenha aberto o seu coração para falar, sem filtros, de uma série de temas que uma conversa de uma hora propicia ao desenvolvimento.

Do início da carreira à batalha para ser levado a sério e passar do papel de comentador para apresentador, Cláudio Ramos admite que os desafios foram inúmeros e, consciente do que teve de trilhar para lá chegar, explica que houve um momento-chave em que teve de colocar os pontos nos is para que, de alguma forma, não desse passos atrás na carreira. Aconteceu quando Cristina Ferreira voltou ao programa da manhã, para substituir Maria Botelho Moniz. Consciente de que na SIC o seu papel era quase acessório quando comparado com o da colega, Cláudio Ramos acabou por ter uma conversa com Cristina em que deixou bem claro que a hierarquia se tinha alterado.

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“Tive medo de que voltasse a ser o vizinho da Cristina e tivemos uma conversa. Quando eu fui vizinho da Cristina, tive muita noção de que eu era um figurante especial, que se tornou especial porque a química correu muito bem. Quando me disseram que ia fazer o programa com ela, eu pensei ‘fixe’ porque eu dou-me muito bem com ela, mas aquilo não podia voltar, porque se aquilo voltasse eu estava a dar um passo atrás”, começou por explicar, acrescentando que, depois da conversa com Cristina, todos os receios foram ultrapassados. “Aquilo teve de ser emocionalmente gerido, porque eu estava muito bem com a Maria… E a minha preocupação era, eu não posso dar passos atrás. Então, eu e a Cristina falámos e dissemos: aqui, somos colegas de trabalho, em paridade, a fazer a mesma coisa. Depois da uma e antes das dez da manha, és minha diretora. E é assim que acontece. Não houve um beliscar. Não houve um programa em que eu senti que a Cristina não me tivesse respeitado enquanto profissional ou a autoridade enquanto diretora se sobrepusesse. É de igual para igual. Respeitamos os silêncios e os espaços de cada um.”

As confissões mais pessoais de Cláudio Ramos: do aviso a Cristina Ferreira aos esclarecimentos sobre André Ventura… e o amor

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Com a dinâmica já perfeitamente estabelecida, Cláudio admite que a dupla não podia correr melhor com o trabalho a fluir, não imune a polémicas, como o facto de o apresentador nunca ter estado em estúdio das três vezes em que André Ventura esteve nos ‘Dois às 10’. ” Já viu que calha sempre no dia em que eu cá venho, ele nunca está”, ironizou o político perante Cristina Ferreira, depois de esta lhe ter dito que o colega só não estava presente por ser o dia do seu aniversário.

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Questionado sobre o assunto, Cláudio Ramos admitiu que apesar de não partilhar das opiniões políticas de Ventura, não se irá negar a entrevistá-lo, se for caso disso. “Das três vezes em que o André Ventura foi ao programa, eu não estava. Não sei se a equipa teve a gentileza de perceber, mas eu nunca disse ‘não quero entrevistar o André ventura’. Vivo num país democrático, em que cada pessoa tem direito às suas opiniões, eu considero que umas são mais válidas do que outras. Há opiniões que para mim não são válidas. Se eu tiver de o entrevistar, vou fazer as perguntas que tiver a fazer”, reiterou, criticando a campanha anti-imigração e as narrativas criadas em torno do assunto. “Vocês acham bonito aqueles cartazes isto não é o Bangladesh? Eu como cidadão sinto-me um bocadinho ofendido, não acho bonito.”

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