Saúl Ricardo recorda infância de glória e revela drama
De menino-prodígio do ‘Big Show SIC’ a artista madur

Saúl Ricardo tornou-se um fenómeno nacional ainda em criança. Aos cinco anos, com bigode postiço e a imitar Quim Barreiros, o “pequeno Saúl” conquistou os portugueses com o sucesso O Bacalhau Quer Alho. Brilhou no Big Show SIC, vendeu milhões de discos e, com apenas sete anos, já tinha alcançado a tripla platina. A sua popularidade deu à família uma vida diferente, com a compra da primeira casa e até de uma quinta, mudando para sempre o rumo dos pais e irmãos.
Contudo, a vida deu-lhe uma reviravolta dura na adolescência. Aos 18 anos, viu os pais emigrar e ficou praticamente sem nada. “Na conta, de milhões que já tive, sobraram 14 euros. Aos 18 anos ficares sem nada é complicadíssimo. Não desejo a ninguém”, confessou em entrevista ao Fama ao Minuto. Essa experiência forçou-o a começar do zero, arregaçando as mangas e reinventando-se como artista e homem.
Hoje, aos 29 anos, Saúl Ricardo é um cantor consolidado e pai de família, mas não esquece as origens. Filho de uma família circense e feirante, sempre esteve rodeado de espetáculos, música e alegria popular. Foi nesse ambiente que nasceu a paixão por Quim Barreiros, o ídolo que, anos mais tarde, se tornou também colega de palco e amigo de longa data.
O cantor recorda com carinho o momento em que conheceu o artista que tanto admirava. “O Quim é uma pessoa muito acessível e transparente. Desde cedo me ajudou a dar os primeiros passos, até no estrangeiro. É incrível quando o nosso ídolo nos ajuda a subir ainda mais”, destacou. Nos últimos anos, os dois chegaram a partilhar vários palcos, reforçando uma amizade que começou há mais de duas décadas.
Apesar das dificuldades enfrentadas no início da vida adulta, Saúl garante que nunca perdeu a alegria nem a garra que o caracterizam desde criança. Hoje, dedica-se à música com novos sonhos e projetos, ao mesmo tempo que valoriza a família e a estabilidade conquistada. A mensagem que deixa é clara: o talento e a persistência podem transformar a dor em novas oportunidades, mesmo quando o destino parece tirar tudo.






